A Quinta

Quinta da Riba Má

No sopé da Cabreira e defronte ao Gerês, a Quinta da Riba Má ocupa um vasto maciço granítico sobranceiro ao ponto de confluência dos rios Cávado e Rabagão, que marca o início a montante da albufeira de Salamonde.

O nome da quinta, “Riba Má” deriva da designação dada ao precipício de mais de 200 metros que separa os seus terenos do vale do Rabagão, área atualmente percorrida por inúmeros caminhos que propiciam a quem os percorre uma experiência inolvidável de envolvimento com a natureza.

Com uma vista deslumbrante sobre a Serra do Gerês, o visitante pode percorrer com um olhar a cadeia montanhosa desde a Portela do Homem até Pitões das Júnias.

Situada na pequena aldeia de Soutelos, na União de freguesias de Ruivães e Campos, concelho de Vieira do Minho, integra a vertente mais a sul da Região de Barroso, distando menos de 500 metros do concelho de Montalegre e da porta de Cabril do Parque Nacional da Peneda-Gerês. Num raio de 30 Km à volta da aldeia, encontram-se as mais belas paisagens dos concelhos de Vieira do Minho, Terras de Bouro, Montalegre, Boticas e Cabeceiras de Basto. É por isso um local privilegiado para partindo dele se conhecerem as serras do Gerês, da Cabreira ou das Alturas de Barroso; as albufeiras do Alto Rabagão, Venda Nova, Paradela, Salamonde, Caniçada ou Ermal e as cascatas das Fragas da Pena Má, Pincães, Taiti, Zebral, Cela Cavalos ou Sete Lagoas. Na própria quinta e zona envolvente existem caminhos com vistas belíssimas e que permitem uma boa observação da fauna e fora locais.

A quinta tem como ponto central um edifício de habitação, de estilo tradicional, de data indeterminada mas anterior ao século XVII, de que restam ainda importantes vestígios. Esta propriedade manteve-se durante mais de quatro séculos na família dos atuais proprietários. As terras da quinta, tal como todas as da região de Barroso, constituíam património realengo, tendo em 1385 sido doadas a D. Nuno Álvares Pereira. As mesmas terras foram em data não apurada doadas ao Colégio de S. Jerónimo de Coimbra, que as emprazou a residentes da localidade. Dois contratos de emprazamento, celebrados com ascendentes dos atuais proprietários, um em 1700 e outro em 1765, encontram-se em exposição na parte mais antiga do edifício.